O espetáculo Olho, com texto de Edgar Allan Poe, Direção de Ivan Lima e atuação de João Bosco Amaral estréia no Goiânia Ouro, com entrada franca.
“[...] sou nervoso... muito nervoso... Mas por que vocês insistem em dizer que sou louco?... Escutem-me!” (Edgar Allan Poe).
Um Homem conta sua história para vários interlocutores identificados pelo pronome pessoal vocês.Como se estivesse dando um depoimento, ele explica como e porque cometeu o crime. Iago diz que após ouvir insistentemente o som do coração batendo ficou desesperado, não encontrou outra saída senão se entregar aos policiais.
O Homem dá seu depoimento até o final da história. Tal situação faz com que o interlocutor (neste caso os espectadores) assumam o papel de testemunhas da sua história. Esse Homem, que se chama Iago, várias vezes afirma que não é louco. Para provar que está falando a verdade, ele conta os detalhes do crime que cometeu procurando exaltar sua serenidade e lucidez.
Adaptação do Conto “Coração Delator” de Edgar Allan Poe, “Olho” é um espetáculo que busca manter a essência narrativa do conto, mantendo toda a atmosfera “noir”, “policial” e terror que o romântico Allan Poe propõe na maior parte de suas obras. O texto em questão é um conto de crime,gênero que fez Edgar Allan Poe ser considerado o criador do romance policial e um mestre do suspense. "Para isto, juntou-se ao texto inicial, trechos de algumas obras de autores como Artaud, Shakespeare e Francis Bacon", explica o diretor Ivan Lima.
A dicotomia entre “Palavra X Gesto”, se expressa no trabalho do Ator, que utiliza técnicas de Teatro Físico e Dança Contemporânea; e a partir destas técnicas, criam-se cenas em que o ator possa fazer de seu corpo e de suas ações físicas uma espécie de música no espaço, a partir de movimentações minimalistas.
Ao acompanharmos o desenvolvimento da peça podemos questionar os acontecimentos, mas não conhecemos sua real medida. Dentro do mundo que conhecemos e interpretamos como nosso, pode acontecer algo insólito e inesperado que nos levará a uma interpretação que pode coincidir ou não com as leis do mundo real. Essa situação acaba por promover a chamada “hesitação”, que percebemos na medida em que a história se desenrola.
No espetáculo, a personagem cumpre uma espécie de ritual, fazendo as mesmas coisas durante sete noites no mesmo horário: meia-noite. Esse detalhe nos leva a fazer outros questionamentos: Por que a repetição? O que aconteceu depois? Em cena, teremos a resposta para ao menos uma dessas questões.
A trilha sonora também acompanha o minimalismo, utilizando diversos sons a fim de criar uma atmosfera de alucinação e de fuga da realidade, mas ao mesmo tempo dar a noção de “Realismo Fantástico”. A trilha foi composta juntamente com o trabalho de preparação de ator, possibilitando uma troca maior e enriquecendo ambos os trabalhos.
O espetáculo é um monólogo que se utiliza da estética contemporânea. A ação do espetáculo é o momento da encenação, e o próprio ato de encenar (Meta – Teatro) também é uma ação, o que faz com que tempo e espaço não sejam completamente definidos, pois estão no plano da realidade e na representação da personagem. Ficha Técnica Texto: Edgar Allan Poe Adaptação: João Bosco Amaral Direção: Ivan Lima Preparação Corporal: Edelweiss Vieira Produção: Sol Silveira Assistente de Produção: Thamis Rates e Olliver Mariano Iluminação: Jefferson Angellis Trilha Sonora: Lino Calaça Maquiagem: Francisco Nikollay Cenografia: Jeová de Lucena Figurino: Lino Calaça Atuação: João Bosco Amaral Breve histórico do Autor, do Diretor e do Ator Edgar Allan Poe – O Autor
Edgar Allan Poe Poeta, escritor, crítico e contista norte-americano, nasceu em janeiro de 1809 em Boston, Massachusetts -1849) e é considerado o pai e mestre da literatura de horror. Poe é considerado, juntamente com Jules Verne, um dos precursores da literatura de ficção científica e fantástica modernas.
Algumas das suas novelas, como The Murders in the Rue Morgue (Os Crimes da Rua Morgue), The Purloined Letter (A Carta Roubada) e The Mystery of Marie Roget (O Mistério de Maria Roget), figuram entre as primeiras obras reconhecidas como policiais, e, de acordo com muitos, as suas obras marcam o início da verdadeira literatura norte-americana. Em 1827, lançou seu primeiro livro de poesias. Expulso da Academia Militar de West Point, entregou-se totalmente à literatura, publicando contos em revistas. O poema "O Corvo", de 1845, é talvez o mais famoso poema da literatura dos Estados Unidos.
Ivan Lima – O Diretor Formado como Ator e Diretor Teatral pelo Conservatório Nacional de Teatro do Rio de Janeiro, tendo estudado também com os Professores Ziembinsky e Eugenio Kusnet. Estréia em 1965 com a Comedie Française, na peça de Feydeau, Um Fil a La Patte, logo após participando de A Peregrina de W.B.Yeats, Santa Joana de Bernard Shaw, e em 1968, um Gosto de Mel de Shelai Delaney, onde ganha o Prëmio de Revelação. Em São Paulo, estréia em 1970 com Os Mistérios do Amor de Eduardo Borsato, participando entre outros espetáculos de O Comprador de Fazendas, com Dulcina de Morais, A Vida Escrachada com Marília Pera, A Ratoeira, com Irene Ravache e Joana Fomm,Tem Banana na Banda, com Darlene Glória, A Viagem, Antonica da Silva , Bye Bye Pororoca,Boy Meets Boy, HAIR, A Paixão de Drácula, GENI, Afinal Uma Mulher de Negócios, Perfume de Camélia,A Barca de Veneza, Tartufo, com Paulo Autram, São Paulo Nigth Andei, Vison Voador, 1789 Revolução Francesa,entre outros. Como Diretor Teatral fez Como é chato ser Deus, OsMistérios do Amor, A Paixão de Drácula, Amor de Poeta, Na Alemanha dirigiu DICHTERLIEBE na Ópera de Dusseldorf, em Goânia LAIO. Participou como ator de vários filmes longa-metragem como Uma Rosa para Todos, O Leito da Mulher Amada, Legião Estrangeira, Jeca Macumbeiro, com Mazzaroppi e outros, e já participou de mais de 300 comerciais para TV em todo o Brasil, e fez várias novelas, na TV TUPI, TV RECORD, TV Bandeirantes e TV Globo.
João Bosco Amaral – O Ator Ator, Diretor e pesquisador Teatral, João Bosco Amaral, apesar da tenra idade, já possui uma interessante experiência na encenação. É fundador da Cia. Teatral Oops!.. e participou de diversos espetáculos de diferentes Cias no estado de Goiás, tanto como ator, quanto como diretor. Ganhou diversos prêmios em Festivais por todo país como ator, iluminador e dramaturgo. É Criador e organizador do Festival Nacional de Teatro de Goiânia, da Temporada Casa das Artes e das Oficinas de Férias. Desenvolve cursos e oficinas em Goiânia e cidades do interior do estado. Está em cartaz atualmente com os espetáculos Tempo Esgotado, Macário, Oops!..e Conta um Conto que Eu te Encanto. Já participou de mais de 100 comerciais para TV em todo o Brasil.João Bosco é reconhecido pelo trabalho de pesquisa desenvolvido no campo do Teatro Contemporâneo, tanto do ponto de vista da encenação quanto da atuação. Serviço
Projeto Oops!.. 10 anos Espetáculo: Olho (estréia) Cia. Teatral Oops!.. Dia: 13 e 14 (sexta e sábado) às 19h e 21h Dia: 15 (Domingo) às 20h Local: Goiânia Ouro (3524-2542) Info: (62) 4141-0500/8408-7294/8406-0060 Visto: 175 | Imprimir | e-mail
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